Depoimentos reunidos pela Polícia Civil ajudam a montar, passo a passo, o que levou à morte do policial militar Maykon da Silva, de 37 anos, durante a virada do ano na Avenida Litorânea, em São Luís. A noite de festa terminou em tragédia após uma briga entre dois colegas de farda, Maykon e Patrick Rhayan Machado Assunção.
Quem presenciou a cena contou que tudo começou com uma discussão, sem grandes proporções no início, mas que rapidamente saiu do controle. Em meio ao empurra-empurra, Maykon teria empurrado Patrick. A reação veio em seguida. Patrick sacou a arma e passou a apontá-la para as pessoas que estavam próximas, criando um clima de pânico no local.
Segundo os relatos, ao perceber a ameaça, Maykon reagiu e efetuou um disparo contra Patrick, atingindo-o no abdômen. Logo depois disso, Maykon virou de costas. Foi nesse momento que acabou baleado na cabeça e caiu no chão. As testemunhas afirmam que, mesmo com o colega já caído e sem qualquer chance de defesa, Patrick ainda efetuou outros disparos.
Após o confronto, Patrick Rhayan foi socorrido e levado para o Hospital Dr. Carlos Macieira, onde permanece internado. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do homicídio e também a possível tentativa de homicídio relacionada à troca de tiros.
Na madrugada do último sábado, dia 3, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Patrick em prisão preventiva, atendendo a um pedido do Ministério Público do Maranhão. O inquérito segue em andamento, com análise dos depoimentos, laudos periciais e demais elementos reunidos para esclarecer o que aconteceu naquela noite de Réveillon.
