Bancos e bancários desconhecem o Procon e a população padece

A palavra ou ordem do superintendente do Procon no Maranhão, Duarte Júnior, é aquilo que gato enterra são as mesmas coisas. Banqueiros e bancários nem sabem que ele existe e prova disso foi a desmoralização a que foi submetido desde ontem, além de passar por mentiroso.image

O senhor Júnior informou aos veículos de comunicação que havia notificado Bancos e Sindicatos dos Bancários a a cumprir o que determina a lei no caso de greve: 30% pelo menos dos setores dos bancos devem funcionar. Nada disso vem acontecendo desde ontem e nem do dia em que eles entraram em greve. Aliás, uma greve suspeitíssima onde só quem ganha é o banqueiro e os bancários. Parece coisa combinada.

Funciona assim: os bancários entram em greve e acabam conquistando reajustes salariais, por menor que sejam, voltam a trabalhar depois de 30 ou mais dias e não têm um centavo descontado pelos dias parados. Como o cliente não tem como movimentar o dinheiro que tem nas agências, os bancos seguram o dinheiro e aplicam como bem entendem.

Nas agências bancárias de São Luís os caixas eletrônicos quando não funcionam não tem dinheiro para saque. Na do Jaracaty, que possui dez caixas eletrônicos, apenas um funciona e aí as filas se acumulam que vão parar fora da agência. Uma vergonha, uma cretinice e desrespeito ao falado Procon. Nem precisa dizer que é tudo combinado com os bancários.

No interior é pior ainda. Idoso padecem se deslocam de cidades em cidades para receber os benefícios e quando chegam o dinheiro sumiu. Muitos, coitados, pedem esmolas para retornar pra suas cidades. Ficam sem dinheiro para comer e nem pagar o transporte de volta. uma humilhação.

Isotl sem falar no cidadão que estava esperando chegar seu cartão que foi extraviado. Esse vai ter que pedir dinheiro emprestado para agiotas. E quando a greve terminar, só de juro vai entregar tudo o que tem em sua conta e ainda vai continuar devendo.

Pura sacanagem!

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4 Replies to “Bancos e bancários desconhecem o Procon e a população padece”

  1. Senhores jornalistas. Sou Bancário, estou no movimento grevista e democraticamente tenho que descordar dos senhores. Não há conchavos entre bancários e banqueiros. Na verdade, nós, os bancários, ao longo de anos estamos sendo tratados de forma desrespeitosa pelos banqueiros. Assim como eu, outros milhares de colegas se portam, trato todos os clientes e usuários que se chegam à minha pessoa com o respeito que devo aos meus pais, pessoas honradas e queridas. O que estiver ao meu alcance e com toda minha força coloco-me à disposição daquele que senta em minha mesa para tratar qualquer assunto e se não for possível resolver, mesmo assim, ainda procuro tratar com todo o respeito devido aquele cidadão. Com o devido respeito, os senhores deveriam se cercar das peculiaridades da Lei das Greves e atentar que a Lei não exige 30% de efetivo, a Lei exige 30% dos serviços essenciais. Seria muito interessante descobrir o que seriam serviços essenciais no trato bancário, para que uma linha diálogo pudesse se iniciar e haver o entendimento da matéria. Ainda com o devido respeito, os bancários respeitam em tudo o trato com o consumidor, respeita ainda as autoridades constituídas, especialmente, o signatário do PROCON local, mas, acima de tudo, o consumidor. Acredito que o PROCON deva ter notificado os Bancos e deve ter dado um prazo para manifestação. Será que esse prazo já ocorreu? Será que todos os fatos relacionados à essa notificação foram evidenciados na presente reportagem. Cabe ao profissional da notícia se ater de tudo antes de qualquer manifestação, especialmente, de juízo de valor, como a matéria assim procedeu. Historicamente vem se construindo uma imagem dos agentes bancários que não é a correta. Sou uma pessoa honrada e justa, honesta e humana e a mensagem que sua matéria trouxe à massa é que somos justamente o contrário e, respeitosamente, tenho que me opor e dizer que o repórter encontra-se redondamente enganado. Somos uma classe tão execrada quanto qualquer outra que, para conseguir ser ouvida, tem que se valer de recursos, lícitos, como o é a greve para conseguir ser enxergado pela classe patronal. Lamento muito, como bancário, os transtornos causados à sociedade, mas mais uma vez, preciso dizer que o senhor está enganado acerca desse movimento e precisa se ater, cercar-se de mais dados e, com o máximo respeito, data máxima vênia, estudar o assunto com mais empenho e responsabilidade. Usando o direito de resposta, gostaria que essa mensagem em sua íntegra fosse publicada para que não só o lado do repórter, mas a do bancário fosse ouvido também e um diálogo fosse suscitado a fim de se conhecer mais acerca do assunto e as possíveis formas de resolver o imbróglio.

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