Prefeitura de Rosário homenageia as mães do município

O Dia das Mães já está sendo comemorado em Rosário, onde a Prefeitura elaborou uma programação, que incluiu, dentre outras ações, sorteio de presentes para as mães rosarienses. A festa começou ontem, na Praça da Matriz, e se estendeu até esta sexta-feira, 12, com atividades diversas voltadas às mães de Rosário.

A programação foi iniciada com o tradicional sorteio dos presentes, que aconteceu na Praça da Matriz. “As mães são mulheres guerreiras, que enfrentam desafios todos os dias e devem ser homenageadas. Por isso elaboramos uma programação com muito carinho para todas”, declarou a prefeita Irlahi Moraes (PMDB).

Nesta sexta-feira, a festa continuou para as mães que participam do Centro de atenção integral à pessoa idosa de Rosário (Caipir) e aconteceu na Academia de Saúde no bairro Cohab II, no SESP e em São Simão, onde as atividades foram desenvolvidas na Casa das Velhas e contou, ainda, com a realização de uma oficina de confecção de produtos à base de “fuxico”, artesanato típico do Maranhão. “Toda comemoração é uma oportunidade de agradecer e é isso que estamos fazendo, agradecendo a Deus por todas as mães, essas mulheres que são o poder de uma família”, destacou a superintendente do Caipir, Lúcia Cavalcante.

A festa foi muito comemorada pelas mães rosarienses, como é o caso de Vilma Marques Abreu. “Estou extremamente feliz com essa homenagem. É uma oportunidade para todas se encontrarem e se divertirem”, disse.

Entrevista: Jornalista Luis Cardoso abre o jogo e detona, “Flávio Dino é opressor das liberdades de expressão e de imprensa”

O jornalista e blogueiro Luis Cardoso concedeu entrevista exclusiva para o Blog do Robert Lobato onde faz graves acusações de perseguição que estaria sendo vítima do governador Flávio Dino (PCdoB).

Cardoso, que é atualmente o blogueiro mais acessado do Maranhão e um dos prestigiados do Nordeste, afirma que o governo Dino é uma ameaça à liberdade expressão e considera que o comunista, nesse aspecto, é igual ao ex-presidente Sarney.

“Não conheço processos de Roseana Sarney contra jornalistas. Mas Flávio Dino é opressor das liberdades de imprensa, assim como o ex-senador José Sarney. Nisto eles dois se parecem.”, afirma.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Confira a entrevista do jornalista Luis Cardoso, um dos jornalistas mais experiente do Maranhão.

Você publicou uma carta aberta de onde faz duas denúncias graves. Primeiro que estaria em curso um ação da Polícia Federal para te preder. E, segundo, que o principal interessado na sua prisão é o governador Flávio Dino. O que te faz sustentar isso?

Duas semanas antes da deflagração da operação Turing no Maranhão, notadamente em São Luís, o secretário Márcio Jerry, já anunciava a prisão minha e de meus filhos jornalistas e blogueiros pela Polícia Federal. Veja que o MPF pediu as prisões temporária em primeiro momento e num segundo a preventiva de um blogueiro ligado ao governador. A Justiça Federal não acatou. A amizade do empresário Wilson Mateus fez com que ele fosse depor em Brasília e tentou me incriminar, mas as acusações não se sustentam, são contraditórias. Vejo que a operação é dirigida a mim e meus familiares. Por isso estou denunciando o caso para a OAB, Supremo, CNJ, Corregedoria da Polícia Federal, a ONU, Fenaj e ao nosso Sindicato dos Jornalistas do Maranhão.

Você considera que o governador Flávio Dino tenha tamanha influência sobre a Polícia Federal a ponto de fazer que você seja preso por ela?

Flávio Dino foi juiz federal e presidente da Associação Nacional dos Juízes Federais. Ele tem penetração na Justiça Federal e, consequentemente, uma boa relação com a Polícia Federal. Veja que o foco da PF era chegar a um agente federal que foi preso e exercia o cargo de secretário adjunto da SEAP. Ele foi exonerado um mês antes da deflagração da operação. Jerry sabia da operação de forma antecipada. Eu não tenho a menor ligação com esse agente e a PF sabe disso. Mas decidiram continuar com a operação para apurar extorsão, o que nem é de competência da PF neste caso.

Qual o sentimento que fica em um profissional de imprensa com mais de trinta de anos experiência na área, como é o teu caso, ser levado coercitivamente a depor na PF sob acusação de extorsão de políticos e empresário?

Olha, foi com muita tristeza que recebi cedo da manhã policiais federais com decreto de prisão temporária e não coercitiva. Sabe, voce passa 36 anos no exercício concreto do jornalismo sem uma nódoa durante todo esse tempo, ter um dos blogs mais acessado no Nordeste, e depois ser acusado daquilo que não á prática da sua vida, é chato. É dolorido. Como prova de que as pessoas acreditam em mim, meus acesso fizeram foi aumentar. Mas iremos provar que a operação foi equivocada no Maranhão.

Você teme que apareça algum político ou empresário com provas de práticas de extorsão contra sua pessoa?

Eu tenho receio de armação. Sou hoje no Brasil o blogueiro mais processado e também o mais ameaçado. Confesso que perdi alguns casos, mas a ampla maioria a gente derrubou. São políticos e empresários que se sentem atingidos por denuncias. Nenhum deles foi registrar queixas por tentativa ou extorsão. Só o Mateus que em 2013 fez um BO sobre infâmia, calúnia e difamação que eu só tive conhecimento agora nesta operação. Por qual razão ele não deu prosseguimento?

Você tem três filhos blogueiros, todos com blogs bem acessados no estado. Como é relação profissional entre vocês? Há sociedade, negócios ou relação comercial?

Só relação familiar mesmo. Eu até que gostaria que nenhum deles fosse exercer a mesma profissão. Mas filho de médico quer ter a profissão do pai, assim como jogador de futebol, juiz de direito, e por aí vai. Às vezes eu sou cobrado por amigos ou clientes do blog por causa de denuncias feitas por eles. Assim como não aceito censura, não censuro o trabalho de ninguém. Muitos conhecem essa verdade.

Você considera que a liberdade de expressão corre risco no Maranhão sob o governo Flávio Dino?
Claro que sim. A questão é séria. Neste aspecto ele não nega que é comunista. Ele odeia a liberdade de imprensa e deve ficar incomodado com os entendimentos do STF quando trata da liberdade de expressão e de imprensa. Dino processa vários blogueiros e jornalistas. Fui crítico ácido de Roseana e Ricardo Murad, mas nunca fui processado por nenhum deles. Flávio Dino me processou junto ao TRE e perdi, mas recorri e a ministra Cármem Lúcia derrubou a decisão. Depois ele entrou com mais um processo por danos e o juiz concedeu, me parece que algo em torno de R$ 26 mil. Recorri da decisão e tenho certeza que ganharemos no Supremo. Ele já abriu um criminal para que eu seja levado à cadeia. Mas não vai conseguir.

Na sua avaliação o dinismo é mais opressor do que o sarneysismo?
Não conheço processos de Roseana Sarney contra jornalistas. Mas Flávio Dino é opressor das liberdades de imprensa, assim como o ex-senador José Sarney. Nisto eles dois se parecem.

O que deve ser feito para o profissional de comunicação não transformar a liberdade de expressão em escudo para atacar, achincalhar, desrespeitar autoridade públicas, empresários e mesmo o cidadão comum?
Se você não tiver documentos que provem sua acusação, aí sim você merece ser punido. E a punição nestes casos deve servir como lição. Geralmente que te passa documento de provas são os adversários de quem vai ser denunciado. Veja o que vem acontecendo hoje no Brasil. É preciso sim passar o pais a limpo, fazer essa faxina. Os blogs viraram febres por causa das denúncias, da coragem dos blogueiros. É a tal coisa: quem não deve não teme.

Como você vê a blogosfera maranhense atualmente?
A blogosfera é hoje a maior e mais fácil ferramenta de informar o cidadão. Hoje ninguém faz mais nada escondido dos olhos dos blogueiros. Aqui no Maranhão ele se disseminou. Os blogs existem nas cidades e nos bairros. Cheguei a ser presidente da Amablog por curto tempo. Deixei um mês antes da operação da PF. Aqui ninguém se une. Em quase todos os estados existem as associações, mas aqui pouca coisa funciona. Tenho um blog, mas prefiro ser jornalista.

Além do receio de ser preso, como colocado na sua carta aberta, você teme pela sua vida?
Bem aqui que mora o perigo. Quando houve o decreto de prisão temporária nós iriamos cumprir no Quartel do Corpo de Bombeiros. Mas após os depoimentos o delegado que chefia a operação concluiu que não havia a necessidade do prosseguimento da prisão e pediu a revogação e a Justiça Federal concedeu o Alvará de Soltura. Portanto, não fomos encarcerados. Dias depois eu soube que havia uma determinação governamental para que o Corpo de Bombeiros não nos recebesse. Então iríamos para Pedrinhas. Como faço denuncia contra as facções que controlam os presídios, claro que corro sérios riscos de vida se um dia for preso. Além disso, sou hoje o blogueiro que mais sofre ameaças.

Luis Cardoso é um homem rico?
Sou rico, sim, das graças de Deus. Fui evangélico até meus 17 anos e voltarei a sê-lo. Não tenho bens materiais. Não existe um imóvel eu meu nome e nem carro. Quem me conhece sabe que alugo carro. Não sou vaidoso e nem ostento, embora goste de morar bem, mas sempre de aluguel. Alugava um carro que a PF cismou que é meu e nunca foi. Por causa da retenção injusta do veículo, tive que alugar um outro. Ai estou pagando dois por um e me enchendo de dívidas. O que gosto mesmo é de ajudar as pessoas. Talvez, por isso, quase não tenho nada.

Você tem pretensões política em 2018?
Não, não tenho. Fui candidato uma vez para vereador e desisti no caminho. Ainda assim obtive quase 300 votos. Nessa época não havia blogs. Um comunicador se elegeu agora, o Marcial Lima para vereador e espero que ele se eleja para deputado estadual.

Cardoso, vou encerrar a entrevista fazendo uma pergunta que poderia ter feito logo no início: Quem é Luis Cardoso?
Uma pessoa humilde, sensata, mas muito corajosa. Jornalista profissional que nunca se envolveu em algo errado e nunca foi parar atrás das grades. Agora, neste momento, vivendo um momento em que travo uma batalha árdua contra um governador censor, uma operação da PF que tenta me incriminar. Me preocupa também que jornalistas não possam mais denunciar políticos empresários em nosso Estado, sob pena de serem acusados da prática de extorsão. Isto tem nome: cerceamento. Sou muito temente a Deus, a que sempre entreguei meus caminhos. Sou pai de seis filhos, tendo um menor de 12 anos. E depois que superar essa fase, escreverei um livro para que injustiçados não se acovardem e nem tenham receio de nada.

Desembargador determina que a Cassi monte UTI domiciliar para o menino Gui

”TEU DEVER É LUTAR PELO DIREITO, MAS SE UM DIA ENCONTRARES O DIREITO EM CONFLITO COM A JUSTIÇA , LUTA PELA JUSTIÇA”

Relembre

Desembargador Guerreiro Junior

Para aqueles que não são operadores do direito, informamos que o Agravo de Instrumento é um recurso interposto, em regra, contra decisões interlocutórias e susceptível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.

Nesses casos, será interposto diretamente no tribunal de justiça instruído com cópias de peças do processo em curso na primeira instância, no caso a 16ª Vara Cível, para que os desembargadores possam compreender a controvérsia submetida ao seu crivo.

No caso do GUIGUI os advogados da causa ingressaram com o Agravo de Instrumento nº 20.707/2017 – São Luís, junto ao TJMA para guerrear contra a decisão da Juíza Alice Prazeres Rodrigues, então titular da 16ª Vara Cível, que negou vários pedidos formulados pelo autor LUIS GUILHERME, para que a CASSI – CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL, arcasse com as despesas do atendimento domiciliar de saúde com a empresa indicada pela família para instalar o HOME CARE.

Urge ressaltar que independentemente da protocolização do Recurso de Agravo de Instrumento, estava pendente de decisão um pedido de RECONSIDERAÇÃO postulado pelo autor perante a juíza LORENA BRANDÃO, que substituía na 16ª Vara Cível, a sua titular em virtude de férias. Infelizmente a magistrada Lorena não passou do campo do despacho paliativo e de uma audiência de conciliação.

Triste lembrar, mas forçoso registrar pelos acontecimentos incomuns e atípicos para uma composição de lide em juízo, que no dia da audiência, houve uma espécie de INTERVENÇÃO MILITAR patrocinada pela direção do Fórum Desembargador José Sarney no Calhau, com a aquiescência da Juíza Lorena.

O corredor que dar acesso à Vara foi completamente sitiado e tomado por policiais militares uniformizados da PMMA, que ostensivamente exibiam à mostra armas de fogo de grosso calibre na cintura (ponto quarenta), numa demonstração de força e intimidação como se o ato judicial fosse na verdade um confronto armado entre o Estado e o cidadão.

As pessoas que lá estavam com único intuito de apoiar sentimentalmente e de forma ordeira os parentes do autor foram tratadas de forma hostil e muitos intimidados, como advogados e advogadas que têm o múnus da defesa.

Os advogados (as) por sua vez, armados com livros e teses foram alvo de seguidas provocações por policial de serviço que inclusive ameaçou de sacar a arma contra este subscritor que protestava contra o aparato policial desnecessário e a forma de abordagem ao ingressarem na CASA DA JUSTIÇA.

A polícia usava até colete a prova de balas no meio de crianças, jovens, adolescentes e idosos. Tudo isto aconteceu ao lado da sala de audiência onde se encontrava a magistrada e mais uma comissão de quase 08 juízes lotados na Corregedoria Geral de Justiça que não se sabe ao certo o que estavam fazendo na ante sala da Juíza Lorena, no transcorrer da audiência , parecendo muito mais um ato de manifestação corporativa de apoio e de intervenção na Vara do que uma proteção ao estado de direito e de justiça.

Assistiram e ouviram todos os acontecimentos e não tomaram nenhuma providência. Nada foi feito para prender o infrator. O Ministério Público como sempre , nessas questões, ao saber da ameaça protagonizada por um PM, ficou passivo e inerte. Tendo para variar chegado atrasado para a audiência. Mesmo instado oficialmente em registro de ata para tomar providências contra ação desastrosa da Polícia Militar preferiu não se pronunciar.

Inusitadamente a imprensa foi barrada e impedida de adentrar ao prédio da justiça maranhense no Fórum do Calhau para cobrir o ato , configurando completa censura ao direito de informação constitucionalmente garantido pelo legislador pátrio na Carta de 88.

Tudo isto , pasmem, aconteceu no interior do PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO MARANHÃO na presença de magistrados inclusive lotados na Corregedoria Geral de Justiça a quem compete de ofício fiscalizar os atos judiciais.

Designado como Relator no Recurso de Agravo de Instrumento o Desembargador Guerreiro Junior, concedeu a liminar do alto de sua sabedoria. O calvário de GUIGUI pelo visto estava chegando ao fim. O que não sabemos é se a decisão ainda pode salvar a vida do menor.

Por tudo isto temos em primeiro lugar o dever de repudiar veementemente a omissão da Juíza Lorena , dos Juízes assessores da Corregedoria Geral de Justiça do TJMA e do diretor do Fórum do Calhau , assim como o chefe do policiamento que contribuíram para protagonizar um vexame histórico para a justiça do Maranhão. E em seguida agradecer a Deus, a todos os parentes, conhecidos e amigos do Moreira e de dona Will , que oraram sem parar e prestaram solidariedade.

Também aos advogados empenhados na empreitada por solidariedade aos familiares do autor que tiveram que enfrentar o aparato policial de forma firme e serena sem que se acovardassem a ponto de comprometer a missão, diante da insana conduta de um policial despreparado e açodado que não merece vestir a farda da gloriosa Polícia Militar do Maranhão.

GUIGUI tem direito a partir de agora de ir para sua casa para ser tratado com o HOME CARE, mas não tem condições de alta porque luta contra infecções contraídas na UTI, pela demora no reconhecimento do seu direito de viver.

Temos a obrigação ainda como dirigente sindical e como advogado também integrante da equipe de causídicos comandada por Moreira Serra, de agradecer ao Desembargador Guerreiro que o próprio nome define a sua coragem em praticar JUSTIÇA e quiçá essa decisão tenha vindo a tempo de SALVAR GUIGUI.

Doutor Guerreiro tem nosso respeito e admiração por ter cumprido o seu dever de forma providencial, transparente e honrosa, sem amarras e despido de qualquer sentimento de pressão pelo poder econômico ou outro qualquer.

Guerreiro nos fez , neste caso, voltar a acreditar na justiça do Maranhão, tão desacreditada por fatos dessa e de outra natureza, mormente por ter manuseado o mesmo processo e detectado o direito do frágil e combalido autor, direito esse que duas juízas da primeira instância da 16ª Vara Civil, em menos de duas semanas não viram no mesmo caderno processual e pecaram na demora da aplicação jurisdicional.

De tudo fica um alerta: O DIREITO ALTERNATIVO DE JUSTIÇA deve sempre prevalecer quando estiver em jogo disputa entre o direito de viver e a vontade de ganhar mais dinheiro. O direito humanitário, o respeito à dignidade humana e os próprios direitos humanos são a base de sustentação que devem ancorar qualquer decisão que defenda uma criança enferma e deficiente.

Por derradeiro o nosso conforto é que devemos ainda acreditar na JUSTIÇA. O Desembargador Guerreiro numa decisão inédita, mesmo no segundo grau de jurisdição, socorreu um ser humano primeiro que a primeira instância que nada fez a não ser contribuir para o descrédito na justiça maranhense.

MOZART BALDEZ
Advogado
Presidente do SAMA

Acabem com o tormento das festas de dia das mães da escola

POR RITA LISAUSKAS

Aproveitem e cancelem a do dia dos pais também

Foto: Pixabay

Eu sei que muitas mães gostam dessa festinha, porque se lembram das celebrações de dia das mães da própria infância. As crianças ensaiavam músicas e grandes apresentações e, nessas cerimônias, entregavam os presentes às mães, que iam sempre às lágrimas. A sua adorava a homenagem e você ficava super orgulhosa em “desfilar” com ela por aí.

Mas eu preciso te contar uma coisa: enquanto eu, você e nossas mães nos sentíamos radiantes durante essa comemoração, muitas outras crianças se sentiam miseráveis. Eu não me esqueço como uma amiguinha, a Daniela, ficava sempre tensa quando chegava esse dia. A mãe dela quase nunca conseguia comparecer a essas celebrações. Era “desquitada”, como se dizia naquela época, ex-marido não queria saber da família e, por isso, trabalhava dobrado para sustentar os filhos. No dia da tal festa, o chefe não queria nem saber de liberá-la por algumas horinhas. Lembro da gente pequena, flores na mão, esperando as mães entrarem na sala de aula para uma dessas festinhas. A Daniela dizia, baixinho “se ela não vier, eu não vou perdoar, se ela não vier, não vou perdoar”. A mãe só apareceu lá pelo meio da apresentação, muito atrasada e com cara de ‘desculpa, filha’. Minha amiga já estava magoadíssima, inchada depois de verter lágrimas silenciosas para não atrapalhar a música que os colegas, alheios ao seu sofrimento, cantavam a plenos pulmões. Havia uma menina órfã de pai na mesma sala. Os pais tinham mais dificuldade em aparecer nas tais festas, e isso era considerado, mas sempre que a data chegava ela sofria ao explicar para todo mundo que o pai tinha morrido quando ela ainda era um bebê e, por isso, aquele homem tão velhinho fazendo o papel de pai nas festas era, na verdade, o avô.

Confesso que quando meu filho entrou na escolinha estranhei que, com a chegada do mês de maio, não tivesse nenhuma convocação para a festinha do dia das mães. Na sexta-feira anterior à data até recebi um presentinho na mochila – acho que algum desenho de uma mão gorducha que se imprimiu à folha de sulfite depois de mergulhada na tinta, uma coisa muito fofa. Mas festa? Nenhuma. Perguntei a razão à professora e ela me lembrou o óbvio. Nem todos os alunos têm mães, nem todos os alunos têm pais, outros têm duas mães, nenhum pai, ou dois pais, nenhuma mãe. Lembrou-me que há crianças que são cuidadas pelos avós, pelos tios, pelos padrinhos. Eu olhava ao meu redor e via que todas as crianças da classe do meu filho tinham mães e pais, mas a vida não era assim, estávamos numa bolha que, a qualquer momento, podia estourar.

E estourou, claro, a bolha sempre estoura.

Anos depois, essa mesma professora querida do meu filho morreu em um acidente de carro. A filha dela sobreviveu. Estuda na escola onde a mãe lecionava (e onde meu filho ainda estuda), lida com as lembranças doloridas de quem só perdeu pai e mãe na infância sabe quais são mas, ainda bem, não tem que lidar com o tormento da festa do dia das mães. Um menino da mesma série do meu filho perdeu o pai para uma dessas doenças que aparecem sem pedir licença. Duro? Duríssimo! Ainda bem que essa criança não tem que lidar, também, com o tormento que poderia ser a tal festa do dia dos pais. Além das mães (e dos pais) que morreram, têm que os que sumiram, os que são negligentes, os violentos. Seria justo fazer uma criança passar semanas e mais semanas na expectativa de comemorar algo que, para ela, não merece ser comemorado só para que eu, mãe da “bolha” possa ter alguns minutos de felicidade? Não, né?

Por isso muitas escolas acabaram com as tais festas do dia das mães e dos pais e instituíram o dia da família, comemorado em uma data aleatória. Nessa festa, o foco é celebrar quem cuida, acolhe e educa essa criança: são avós, tios, padrinhos, uma mãe-solo, um pai-solo, dois pais, duas mães e até, olha só, um pai e uma mãe. Em tese, toda criança tem alguém, ou várias pessoas e elas merecem ser celebradas.

Se eu fico triste por não ter festinha de dia das mães na escola do meu filho? Ora, ora, eu já sou adulta, sei lidar com  as minhas frustrações.

Deputada Ana do Gás acompanha entrega de Escola, Ambulância e anúncios de obras em Cururupu

No último sábado, 6, a cidade de Cururupu viveu um dia para ficar na memória. O clima era de comemoração, felicidade e entusiasmo da prefeita professora Rosinha (PCdoB), de seus aliados e do povo ao receber do governador Flávio Dino (PCdoB) benefícios e anúncios de ações que há muito tempo não recebiam.


A deputada estadual Ana do Gás (PCdoB), que sempre apoia e contribui com o trabalho da prefeita Rosinha esteve presente na solenidade onde foi inaugurado e entregue à população o Centro de Ensino João Marques Miranda que passou por intensa reforma sendo totalmente recuperado após ter sido contemplado com o programa ‘Escola Digna’ e agora atenderá melhor a comunidade escolar. Também foi entregue uma ambulância para ajudar a melhorar a qualidade e agilizar o atendimento aos que precisarem do serviço.

A reforma do Centro de Ensino João Marques Miranda é uma parceria das Secretarias de Estado da Infraestrutura e da Educação e do trabalho conjunto do Governador Flávio Dino, da prefeitura de Cururupu com o apoio da deputada estadual Ana do Gás (PCdoB). Além da Escola e da ambulância, Flávio Dino ainda entregou 15 KITS DE IRRIGAÇÃO do programa quintal produtivo para os agricultores cururupuenses para ajudá-los em suas plantações. Na ocasião, nosso governador aproveitou para anunciar as seguintes ações para Cururupu que sairão ainda este ano, como a reforma completa das Escolas Joana Batista e Gervásio dos Santos; a construção de um IEMA com investimento de R$ 5 milhões, que já se encontra em fase de terraplanagem; conclusão do CAIC levando educação em tempo integral aliada a atividades de formação como cursos, lazer e cultura; inclusão do município no programa ‘Mais Asfalto’; além da tão sonhada e esperada Reforma do Mercado Municipal que receberá investimentos na ordem de R$ 1 milhão.

Animada pela Banda de Música Municipal Liberalino Miranda, a solenidade, que já estava em clima de festa, ficou ainda mais alegre quando a prefeita Rosinha surpreendeu com um lindo bolo para o governador Flávio Dino e todos os presentes cantaram parabéns pela passagem do seu aniversário no dia 30 de abril. A apresentação do Tambor de Crioula Resgate Cultural foi mais um dos pontos altos da solenidade e abrilhantou mais ainda este dia tão feliz para a cidade de Cururupu.
A deputada destacou a necessidade de mais investimentos na baixada maranhense:

“Eu fico muito feliz de poder estar trabalhando lado a lado da professora Rosinha e do governador Flávio Dino e dos seus secretários que vem desempenhando um papel extraordinário na gestão. Em Cururupu é muito visível que toda essa parceria vem dando certo e que vem contribuindo bastante para o desenvolvimento da cidade. É necessário que olhemos mais pela baixada maranhense, essa belíssima região que por muitos anos ficou esquecida. O governador Flávio Dino vem dando a atenção que esse nosso povo merece e eu, apesar de não ser da região, me sinto em casa quando estou aqui”, pontuou Ana do Gás.

Violência psicológica é a forma mais subjetiva de agressão contra a mulher; saiba como identificar

Diferente do que se imagina, não é preciso ser agredida fisicamente para estar em uma relação violenta.

Algumas palavras e atitudes podem ferir a autoestima de uma mulher tanto quanto.

E isso tem nome: violência psicológica. Esta é a forma mais subjetiva e, por isso, difícil de identificar.

Para romper esse silêncio, desde 1981 o movimento feminista comemora em 25 de novembro, o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgados na última semana, uma em cada três mulheres é vítima de violência no mundo. E esta violência, de tão latente, chega a ser classificada entre: física, sexual, moral e psicológica.

Por ser subjetiva e, por isso, de difícil identificação, a violência psicológica, na maioria dos casos, é negligenciada até por quem sofre – por não conseguir perceber que ela vem mascarada pelo ciúmes, controle, humilhações, ironias e ofensas.

Crying woman

Segundo definição da OMS ela é entendida como:

Qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

“Em uma briga de casal, o agressor normalmente usa essa tática para fazer com que a parceira se sinta acuada e insegura, sem chance de reagir. Não existe respeito”, explica Maria Luiza Bustamante, chefe do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro ao GNT.

Esse tipo de violência normalmente precede a agressão física que, uma vez praticada e tolerada, pode se tornar constante. Na maioria das vezes, o receio de assumir que o casamento ou o namoro não está funcionando ainda é um motivo que leva mulheres a se submeter à violência – entre todos os tipos e não apenas a psicológica.

Como identificar?

Dificilmente a vítima procura ajuda externa nos casos de violência psicológica. A mulher tende a aceitar e justificar as atitudes do agressor, protelando a exposição de suas angústias até que uma situação de violência física, muitas vezes grave, ocorra.

Men’s Aggression Toward Women. .Verbal aggression

A violência psicológica acontece quando ele…

#1. Quer determinar o jeito como ela se veste, pensa, come ou se expressa.

#2. Critica qualquer coisa que ela faça; tudo passa a ser ruim ou errado.

#3. Desqualifica as relações afetivas dela: ou seja, amigos ou família “não prestam”.

#4. A xinga de “vadia”, “imprestável”, “retardada”, “vagabunda”…

#5. A expõe a situações humilhantes em público.

#6. Critica o corpo dela de forma ofensiva, e considera como uma “brincadeira”.

…entre outras formas de violência que são subjetivas e que, muitas vezes, passam despercebidas no dia a dia.

Andréa Martinelli Editora no HuffPost Brasil

“Vendedores ambulantes podem ser indenizados pela Prefeitura de São Luís”, diz Wellington sobre Ação da Defensoria Pública

Em defesa do trabalhador maranhense, o deputado estadual Wellington do Curso (PP) presidiu, na tarde da última quinta-feira (04), audiência pública que abordou a situação dos vendedores ambulantes dos Terminais de Integração de São Luís.

O objetivo foi encontrar mecanismos que permitam que os pais de família continuem trabalhando, sendo necessário um acordo por parte da Prefeitura de São Luís.

“Eu tenho 02 filhos. Sustento minha família é com o caldo de ovos que vendia ali no São Cristóvão. Sempre trabalhei. Agora, fui tratada como ladra, fui expulsa. Isso não é justiça. Não tô pedindo favor não. Só quero trabalhar”, desabafou a vendedora Maria das Dores.

Ao ouvir os desabafos dos vendedores, Wellington mencionou a necessidade emergencial de a Prefeitura de São Luís se manifestar sobre o caso, diante do cenário de desemprego.

“Vivemos em uma época em que o desemprego tomou de conta da realidade. Ao invés de incentivar o trabalho, a Prefeitura de São Luís tira postos de emprego e faz com que homens e mulheres de bem fiquem sem ter como sustentar suas famílias. Infelizmente, enquanto deputado estadual eu não posso resolver tal problema, mas estou à disposição para intermediar esse diálogo e, assim, chegarmos a uma solução”, pontuou Wellington.

Ainda sobre o assunto, o defensor público Jean Carlos apresentou alguns pontos que estão na Ação Civil Pública – ACP já ajuizada.

“Alguns pontos de nossa Ação merecem destaque. São eles: o retorno dos trabalhares para os Terminais de Integração; a ordenação e destinação de um espaço nos referidos Terminais; a imposição de um salário mínimo por parte da Prefeitura aos vendedores ambulantes enquanto a situação não for resolvida; a concessão de indenização e, ainda, o posterior treinamento e capacitação aos vendedores”, esclareceu o defensor público Jean Carlos.

Após mais de 04 horas de audiência pública, alguns encaminhamentos foram elencados. São eles:

– Reunião com o juiz titular da Vara de Direitos Difusos e Coletivos, que é quem deve julgar a ACP;

– Audiência Pública na Câmara de Vereadores de São Luís no dia 18 de maio.

Rigo Teles parabeniza Barra do Corda pelo aniversário de  182  anos de emancipação

O líder do Partido Verde (PV) na Assembleia Legislativa, deputado Rigo Teles (PV) ocupou a tribuna na quarta-feira (3), para destacar e parabenizar a população pela passagem do aniversário dos 182 anos de emancipação política de Barra do Corda, o maior e a mais importante município da região Central do Maranhão.

Em sua fala, o deputado Rigo Teles informou que Barra do Corda foi fundada por Manoel de Melo Uchoa, um cearense que se estabeleceu às margens do Rio Corda, no Centro, mais precisamente no Porto Sapucaia e lá fundou a bela cidade, berço de brilhantes poetas, escritores, como Maranhão Sobrinho.

 

Para Rigo – com uma população de cerca 100 mil habitantes – Barra do Corda é um orgulho para o Maranhão e para o Brasil, pois é um dos municípios mais desenvolvidos da região, se destacando nas atividades agrícolas, pecuária e no turismo, com aldeias indígenas, os rios Corda e Mearim e as belíssimas cachoeiras.

O parlamentar confessou que sempre procurou trabalhar e trilhar na história de Barra do Corda. “Nos seus cinco mandatos, Barra do Corda sempre me acolheu e me fez o deputado mais votado. Agradeço a Deus e ao povo de Barra do Corda e do Maranhão, por terem me acolhido como legítimo representante”, disse.

ILUSTRES CONTARRÂNEOS

Na ocasião, Rigo lembrou figuras importantes de Barra do Corda, como o ex-deputado e vice-governador do Estado do Maranhão, Arthur Carvalho, os ex-deputados estaduais Pedro Braga Filho e Galeno Edgar Brandes (homenageado com nome de auditório na Assembleia Legislativa) e Elizeu de Chaves Freitas.

Também foram destaques no discurso os ex-deputados estaduais Marcos Pacheco, Fernando Falcão (homenageado com nome de auditório na Assembleia Legislativa), Jonatas Freitas, o ex-deputado Tatá Milhomem e o deputado Rigo Teles, que agora exerce o 5º mandato consecutivo de deputado estadual.

No discurso, Rigo destacou o trabalho do último ex-prefeito de Barra do Corda, Nenzin. “Quem conhece Barra do Corda sabe que avenidas, escolas – como o Complexo Manoel Mariano de Sousa no bairro Trezidela, hospitais, Além de mais 100 km de asfaltamento das vias urbanas de Barra do Corda, postos de saúde, no interior e na zona rural, foram realizadas e entregues à população pelo meu querido pai, Nenzin, que muito trabalhou pelo município”, disse.

Na área da Justiça, o deputado Rigo Teles destacou que a Barra do Corda tem grandes representantes, como o desembargador Galba Maranhão, o desembargador Sebastião Bonfim, o desembargador José Bernardo, que são motivos de muito orgulho para todos de Barra do Corda e do Estado do Maranhão.

GESTÃO CAÓTICA

Por outro lado, Rigo revelou que a administração de Barra do Corda está pífia, pois hoje não tem uma obra que chame a atenção do povo. “O ano letivo e a educação infantil estão prejudicados e não funcionam na zona rural por falta de professores, porque até agora não saiu o resultado do seletivo”, afirmou.

“Hoje não estou em Barra do Corda fazendo parte da festa, porque a única festa do prefeito é só uma banda, sem a inauguração de nenhuma obra.  O prefeito teve uma eleição com problemas no período eleitoral. É uma tristeza e uma vergonha a atual administração de Barra do Corda.  E falta de respeito com o povo”, lamentou.

Finalizando, Rigo expressou alegria e satisfação de ver Barra do Corda aniversariando e a tristeza e o repúdio pela atual administração, que não respeita os munícipes e a população, pois até momento não entregou uma grande obra que fosse impactante para a população do maior município da Região Central.