São Luís tem menor índice de obesidade no País

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde aponta taxa de 15,7%; média nacional é de 19,8%

São Luís (MA) tem a menor taxa de obesidade do País, segundo pesquisa de 2018 divulgada pelo Ministério da Saúde: 15,7%. Em segundo lugar está Curitiba (PR), com 16%. Em terceiro lugar, Palmas (TO), com 16,3%. Entre as capitais “campeãs” em obesidade estão Manaus (AM) e Cuiabá (MT), com 23%, seguidas do Rio (RJ), com 22,4%.

O excesso de peso é um problema de saúde cada vez mais comum no Brasil. A pesquisa do Ministério da Saúde mostra que o índice médio de obesidade no País é de 19,8%, maior patamar nos últimos 13 anos. O percentual é ainda mais preocupante quando se considera o número de adultos com sobrepeso, incluindo obesos. A média nacional chega a 55,7%, segundo a pesquisa.

A obesidade é determinada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) que é calculado dividindo-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros), explica o professor de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter, Eduardo Emilio Lang Marés da Costa. “Se o resultado for igual ou inferior a 18,5, essa pessoa apresenta peso abaixo da média esperada. Valores iguais ou superiores a 25,0 podem ser considerados como indicativos de sobrepeso ou obesidade”.

Com base nessas referências, profissionais de Educação Física elaboram programas de treinamento que incluem atividades aeróbias (ex.: corridas e caminhadas) e anaeróbias (ex.: musculação) com o intuito de minimizar ou até reverter esses quadros.

Quando uma pessoa obesa inclui em sua rotina um programa de exercícios físicos regulares, automaticamente eleva sua taxa de metabolismo basal (o famoso metabolismo lento/acelerado), diz o especialista. “Associado a uma dieta equilibrada e hipocalórica, o metabolismo acelerado irá contribuir para um emagrecimento mais rápido e eficaz”, afirma.

Mas o professor lembra que, para uma pessoa obesa iniciar um programa de treinamento físico, é necessário mudar alguns hábitos. Primeiramente é aconselhável tornar-se mais ativo em atividades da vida diária, pois atitudes simples como subir um lance a mais de escada, descer em um ponto de ônibus antes de seu destino final ou até ir à panificadora a pé auxiliam na adaptação.

Cada faixa etária responde de forma diferente a mudanças no padrão de vida, aponta o especialista, lembrando que a inclusão de esportes e exercícios físicos regulares é fundamental em todas as fases da vida.

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