O acusado alegou que cometeu o crime por ter sido assediado sexualmente por Francisco João de Sousa. As testemunhas ouvidas durante as investigações negaram que a vítima fosse homossexual.

O servente Antônio de Jesus Costa Ferreira, conhecido como Antônio Biguara, foi condenado a 18 anos e 6 meses de reclusão, pelo assassinato de Francisco João de Sousa, no dia  19 de julho de 2013, no bairro Liberdade. O acusado matou a vítima a golpes de facão, esquartejou e escondeu o corpo dentro de uma mala de viagem, que fora abandonada pelo réu e encontrada por populares em uma rua do Monte Castelo. O julgamento ocorreu nessa quarta-feira (06) no 3º Tribunal do Júri de São Luís e foi presidido pela juíza Kátia Coelho de Sousa Dias.

Antônio de Jesus Costa, 34 anos, casado, é reincidente e já possui condenação transitada em julgado na Comarca de São Vicente Férrer (MA). Ele está preso deste o dia 26 julho de 2013, pelo assassinato de Francisco João de Sousa. A juíza Kátia Coelho de Sousa Dias negou ao acusado o direito de recorrer da decisão do júri popular em liberdade e decretou a prisão preventiva do réu que, logo após o julgamento no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), foi levado para a Penitenciária de Pedrinhas.

O acusado alegou que cometeu o crime por ter sido assediado sexualmente por Francisco João de Sousa. As testemunhas ouvidas durante as investigações negaram que a vítima fosse homossexual. Na sentença, a juíza afirma que a vítima em nada contribuiu para a prática do crime.

Francisco João de Sousa eranatural do Estado do Piauí e vivia em um alojamento da empresa de construção civil para a qual trabalhava em São Luís, no bairro Cohafuma. Conforme a denúncia do Ministério Público,  ele estava desparecido desde o dia 19 de julho de 2013 e quatro dias depois do desaparecimento, populares encontraram, no bairro Monte Castelo, uma mala de viagem abandonada e dentro havia parte de um corpo humano esquartejado, que foi reconhecido como sendo de Francisco João de Sousa.

Colegas de trabalho – em seu primeiro depoimento Antônio de Jesus Costa negou qualquer participação no desaparecimento e morte da vítima, embora tenha sido reconhecido na imagem captada pelas câmeras de monitoramento da Secretaria de Segurança Pública, no momento em que saia do seu local de trabalho junto com Francisco João de Sousa, em direção a uma parada de ônibus, no dia em que a vítima desapareceu.

No segundo depoimento à polícia, ele confessou o assassinato e disse que trabalhava junto com Francisco João de Sousa na concretagem. Contou que no dia do crime, saiu da empresa por volta das 17h e se encontrou com a vítima no alojamento e seguiram para o ponto de ônibus, desceram no terminal da Praia Grande e depois foram para a casa do denunciado, no bairro Liberdade. Quando estavam no quintal da residência, o acusado golpeou a vítima com um facão, esquartejou, colocou os pedaços do corpo em uma mala e, por volta das 3h da madruga,  levou em um carro de mão e jogou na praça próximo ao antigo cinema do Monte Castelo. Ele contou também que colocou a cabeça da vítima em um saco plástico e que jogou a sua roupa no lixo na feira da Liberdade.

Atuaram no julgamento de Antônio de Jesus Costa, no 3º Tribunal do Júri, o promotor de justiça Carlos Henrique Rodrigues Vieira e o defensor  público Bernardo Laurindo Santos Filho.

Tâmara Silva

Deixe um comentário em “Homem que matou e escondeu corpo da vítima dentro de mala em São Luís é condenado pelo júri popular”

  1. Logo logo esse cara vai ser solto e conviver na sociedade, sendo réu confesso, frio, calculista e reincidente. Prisão perpétua seria pouco pra ele. Precisamos rever urgente esse código ultrapassado penal.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *